Billabong Pipe Masters - Sedentos Pela Taça

December 10, 2017

John John Florence, Gabriel Medina, Jordy Smith e Julian Wilson falam sobre a expectativa para o início do Billabong Pipe Masters.

 

John John Florence é o líder do ranking mundial e conta com o apoio da torcida no quintal de casa. Foto: Tai VanDyke.

 

Falta apenas um dia para a abertura da janela de espera do Billabong Pipe Masters, e a expectativa só aumenta no North Shore de Oahu, Havaí.

 

Nesta quinta-feira, os principais candidatos ao título da prova falaram sobre o clima de ansiedade que tem tomado conta do surfe mundial.

 

Atual líder do ranking, o havaiano John John Florece terá o apoio da torcida e vai tentar utilizar o exímio conhecimento do pico para garantir o bicampeonato do Championship Tour.

 

"Definitivamente há muita emoção e um pouco de pressão, mas estou mais animado do que qualquer coisa", disse Florence. "Eu acho que vai ser muito legal. É uma posição incrível para se estar, chegando a este último evento com quatro caras na briga pelo título mundial. Apenas por fazer parte disso, e surfar no quintal de casa com isso prestes a começar, é empolgante. Eu vou lá e vou fazer o meu melhor. Eu tenho surfado nessa onda desde que eu era pequeno e eu realmente gosto de estar lá fora sozinho na água, então vamos ver o que acontece".

 

Embalado por duas vitórias consecutivas na elite mundial, o brasileiro Gabriel Medina chega disposto a recolocar o Brasil no topo do cenário, depois de conquistar a taça com o próprio Medina em 2014 e Adriano de Souza em 2015.

 

"Eu gosto dessa caça", disse Medina. "Na verdade, como podemos ver durante todo o ano, eu estava indo bem, e depois de Trestles, algo clicou - eu só tinha uma missão. A camisa amarela é muito pesada - senti isso em 2014 e eu sei o que ele (John Florence) está sentindo agora. Então, é hora de trabalhar e espero que tudo funcione. Surfar em Pipe é realmente difícil, mas acho que vai ser uma boa batalha. John surfa essa onda muito bem, ele conhece essa onda melhor do que qualquer pessoa no Tour, mas não posso esperar para surfar. É uma honra ser um surfista brasileiro. Adoro a paixão que temos. Eu acho que quando vamos à água colocamos tudo lá, família, amigos, país. Eu acho que é isso que me deixa animado e quero ir bem no campeonato. Eu quero torná-los orgulhosos. É por isso que estou aqui hoje", finalizou o vice-líder.

 

Gabriel Medina treina em Pipeline para buscar seu segundo título. Foto: Bruno Lemos / Sony Brasil.

 

Depois de liderar o Circuito e despencar na Europa, o sul-africano Jordy Smith tem poucas chances, mas promete dar o seu melhor. Ele precisa chegar à final e torcer por desempenhos ruins dos outros candidatos.

 

"No que diz respeito à corrida pelo título, eu realmente só tenho que me concentrar em mim mesmo, colocar minha cabeça para baixo e dar a minha melhor tacada“, disse Smith. “Muita coisa precisa acontecer entre os outros caras, mas, se eles derem um passo adiante, definitivamente vou colocar minha cabeça para baixo e tentar. Pipe é uma dessas ondas onde você realmente tem que passar muito tempo aqui, obviamente eu cresci nos picos de direita e essa é  uma laje de esquerda, então é um pouco diferente da minha zona de conforto, mas esse é o tipo de coisa que você ganha com a experiência e o tempo. Eu acho que é uma época muito emocionante e acho que será um grande confronto”.

 

A situação é ainda mais complicada para o australiano Julian Wilson. Ele precisa vencer a etapa e torcer pelo tropeço dos adversários. O australiano já faturou o Billabong Pipe Masters em 2014, derrotando Gabriel Medina numa final muito acirrada. "Eu acho que será uma boa batalha", disse Wilson. "Creio que se os wildcards não estragarem nada, eles (John Florence e Gabriel Medina) vão longe no evento. Uma vitória aqui me torna talvez um pouco mais confiante, mas é um novo evento, é uma nova previsão de swell.

 

A situação é bem complicada para Jordy Smith, mas o sul-africano promete dar o seu melhor. Foto: Laurent Masurel.

 

Previsão das ondas

O último mês foi inconstante no Havaí, com apenas alguns bons momentos em picos como Pipeline, Waimea e Sunset. Mas uma sequência de tempestades está trazendo de volta as ondas grandes em todo o arquipélago.

 

Depois da primeira ondulação desta última quarta-feira, que está limpando a areia do recife de Pipe, está previsto um novo swell de norte / noroeste com ondas maiores de 4 metros, dois dias depois da abertura da janela, no domingo (10).

 

Com muitas ondulações de norte, as últimas quatro semanas jogaram um caminhão de areia de Pupukea até Rock Piles, o que é um obstáculo para Pipeline clássico.

 

Nos dois primeiros dias do período de espera estão previstas ondas de bom tamanho e vento desfavorável. Na semana seguinte, um novo swell encosta no Havaí e trará ondas gigantes, talvez até grandes demais para Pipeline / Backdoor.

 

Ondas de 12 a 15 pés serão geradas por um sistema de baixa pressão e atingirão em cheio o arquipélago. Depois disso, o mar vai crescer ainda mais até sexta (15), com ondas de até 40 pés. Aí, são esperadas condições clássicas em picos como Waimea, Makaha, Jaws e Outer Logs.

 

Depois disso as coisas começam a voltar ao normal em Pipeline e podemos ter dias clássicos para o Billabong Pro, que tem período de espera até o dia 20 de dezembro.

 

Julian Wilson, que já venceu a etapa em 2014, busca uma nova vitória. Foto: © WSL / Masurel.

 

Primeira fase

 

1 Matt Wilkinson (AUS), Jeremyy Flores (FRA) e Jadson André (BRA)

2 Owen Wright (AUS), Kanon Igarashi (EUA) e Josh Kerr (AUS)

3 Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA) e Stuart Kennedy (AUS)

4 Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS) e Ethan Ewing (AUS)

5 Gabriel Medina (BRA), Miguel Pupo (BRA) e wildcard*

6 John John Florence (HAV), Wiggolly Dantas (BRA) e wildcard*

7 Adriano de Souza (BRA), Caio Ibelli (BRA) e Jack Freestone (AUS)

8 Kolohe Andino (EUA), Joan Duru (FRA) e Kelly Slater (EUA)

9 Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (PLF) e Ezekiel Lau (HAV)

10 Sebastian Zietz (HAV), Adrian Buchan (AUS) e Ian Gouveia (BRA)

11 Joel Parkinson (AUS), Connor O´Leary (AUS) e Leo Fioravanti (ITA)

12 Mick Fanning (AUS), Frederico Morais (POR) e Italo Ferreira (BRA)

*Os dois melhores colocados na triagem com surfistas havaianos e convidados garantem vaga no evento principal.


Confira as chances matemáticas dos candidatos ao título:

 

Julian Wilson

 

Precisa vencer a etapa e torcer para John John não passar da terceira fase, Jordy Smith não chegar à final e Gabriel Medina não chegar às quartas.

 

Jordy Smith

 

Precisa chegar à final. Se for segundo, Gabriel Medina não pode chegar à semifinal e John John não pode passar pela terceira fase. Vencendo em Pipe, o sul-africano precisa torcer para Medina perder antes da final e John John não chegar às quartas.

 

Gabriel Medina

 

Se chegar às quartas de final, John John não pode passar pela terceira fase e Jordy Smith não pode ser finalista;

 

Se for à semi, John John não pode passar pela terceira fase e Jordy Smith não pode vencer a etapa;

 

Se for vice-campeão, John John não pode chegar às quartas;

 

Se vencer a etapa, John John não pode ser o vice.

 

John John Florence

 

Se for finalista em Pipeline, garante o título mundial;

 

Se ficar em terceiro ou quinto, Gabriel Medina não pode vencer a etapa;

 

Se for nono colocado, Gabriel Medina não pode ser finalista e Jordy Smith não pode vencer a etapa;

 

Caso o havaiano perca na repescagem ou round 3, Medina não pode chegar às quartas, Jordy Smith não pode ser finalista e Julian Wilson não pode vencer a prova.

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