Slater Designs e Tomo Sci-Fi

January 17, 2017

Mais que ficção

 

Parceria entre a Tomo Sci-Fi e a Slater Designs combina conceitos de hidrodinâmica para maximizar a planagem da prancha, mesmo em áreas mais flats das ondas.

 

 

Acima, um vídeo interessante. O guarda-vidas de San Diego, Ian Rotgans, não é excelente surfista, por isso nos dá uma ideia melhor do que funciona - ou nem tanto - na cada vez mais famosa Slater Designs / Tomo Sci-Fi.

 

A prancha - criada em parceria entre Daniel Thomson e o projeto Slater Designs, de Kelly Slater - combina conceitos de hidrodinâmica para maximizar a planagem da prancha, mesmo em áreas mais flats das ondas. Quase tudo nessa prancha é criado para dar mais "lift", aquela sensação de estar quase decolando, com pouco arrasto a diminuir a velocidade. Concave, double concave e canaletas.

 

A prancha com cara de nave espacial é veloz e sensível, por isso requer habilidade para lidar com ela. Soltinha, pode gerar insegurança para quem ainda não crava as bordas com domínio de causa. Foto: Divulgação.

 

 

 

 

 

Depois de quase quatro anos de seu surgimento, a tal da Sci-Fi parece ter tomado seu espaço. O problema é achar uma, ainda mais com suas medidas, por aqui. Foto: Divulgação.

 

 

 

 

 

Construída em EPS de alta densidade, a prancha tem uma tendência natural a ficar fora da água. Por isso tudo, conceberam aquelas canaletas na rabeta, que parece querer se agarrar na água. Pode-se chamar de bat tail. A ideia é dar mais controle nas manobras. A prancha não tem muito rocker de fundo, ou seja, é bem retinha. Seu outline paralelo cria uma aparência de prancha larga, mas, na verdade, ela até que é estreita para os padrões atuais. Uma 5'7" tem apenas 18 1/4 x 2 3/8, com 26.2 litros. Essas pranchas devem ser uns 3" menores do que sua prancha normal, com um quase nada de volume a mais.

 

A longarina de madeira foi substituída por outros materiais, do bico à rabeta, e ainda há outras fibras de carbono no glass para gerar a flexibilidade que buscavam. 

 

Sim, ela é rápida, eletrica, viva e arisca. Acelera feito a peste e é muito sensível. Funciona de em ondas pequenas até um pouco acima da cabeça. Ou seja, pode ser uma ótima opção para a maioria dos picos do Brasil, na maior parte do tempo. Não é uma prancha para iniciantes. Seus padrões não convencionais, radicais até, acabam não permitindo muitos erros. Se pisar errado ou não acertar o ângulo da curva, rola capote.

 

Stu Kennedy venceu John John Florence nas quartas de final em Snapper (2016). A prancha ganhou fama. Alguém, além de Slater, mostrou que ela funciona. Foto: Divulgação.

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